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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

Arrogância

Mateus 6-28,29.

“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem, não trabalham, nem fiam; E Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.”

Jesus

 

Esplendorosa e magnífica é a obra do Altíssimo, as Suas leis regem as Criações em harmonia e equilíbrio em sua evolução. Altas montanhas de branco vestidas, vales profundos em aromas de verde, etéreo vibrante em azul iluminado. Correm rios, nascem cascatas, na procura incessante do abraço amigo do profundo do oceano longínquo, o que esconde no seu seio a arte e segredos que o vento sussurra às montanhas e as montanhas nada nos dizem. E o paraíso circula nos céus de Éfeso, bola azul no espaço negro, acompanhada de séquito de luz no caminho para o infinito… na Vontade de seu Criador. Pequenas e grandes obras formam o Planeta, moldadas por mãos diligentes de pequenos e grandes mestres, morada de muitos, por muitos amada… Tudo vibra em uníssono e sincronia em Sua Vontade e no labor de Seus servos.

 

Como pode a criatura humana, parte integrante desta obra, enclausurar por arrogância, as Leis do Criador em dogmas e opiniões próprias, formando as suas igrejas e os seus séquitos, pavoneados na sua liderança, seguidos de filas intermináveis de fiéis vazios de querer e bom entendimento. Olhar evangélico, na ponta da língua desfiam capítulos e versos dos seus livros sagrados, interpretados por muitos e mal compreendidos por outros tantos. E assim, estão divididos, pregando o mesmo mestre, a mesma Palavra, mas com a intenção própria do bom entendimento que é o seu. Arrogância de mão dada com a boa intenção. Na fala do povo, “de boas intenções está o inferno cheio”, e estes são mais que muitos. Assim estão a generalidade dos fiéis… vazios de espírito, sagazes de entendimento! E a natureza segue o seu percurso indiferente a este estado de coisas e de gentes: Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu… clamam os humildes, em devota prece e outros sem nada compreender!

 

Memórias de tempos ancestrais que do passado clamam por liberdade, agigantam-se no presente para a remissão de acções, fecha-se o círculo, repõe-se a verdade.

Humildade e verdadeiro amor ao Altíssimo, o caminho que deveria ser!

 

Alma Lusa