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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

Reino de Mil Anos

Muito se tem falado no lendário reino de Mil anos, época milenar, terras de leite e mel, harmonia e condição humana que contrasta com as sociedades do século XXI, altamente desenvolvido tecnologicamente, com todas as condições para suportar um modo de vida equilibrado e saudável.

E o que se passa? Pergunta tola, ingénua, dirão alguns, e são muitos, pois não está à vista que a sociedade está em desagregação, não é necessário ser erudito ou ter curso superior para tal observação, olhe-se para a natureza que está selvaticamente a ser explorada para sustentar uma economia de consumo que está em declínio, na procura do lucro e do poder.

Porquê? Outra pergunta tola e ingénua, dirão outros, então não está à vista que a sociedade política, económica e financeira vive da corrupção intelectual e no exercício danoso de captura de bens e poderes em deterioramento do seu semelhante.

Mas são religiosos? Claro que são religiosos, convém; nos seus templos persignam-se para salvaguardar alguns excessos cometidos no seu exercício douto de construir uma sociedade adequada ao bom funcionamento de uma cultura com base no mandamento “Não cobiçarás casa, propriedade e gado do teu próximo, nem nada que lhe pertença”.

 

Escândalo, dirão uns, apropriado dirão outros, pois não está à vista que o atuar do homem em sociedade é tudo menos o que o mandamento diz; propriedade privada, pertença, é assim que a sociedade se deve desenvolver e é assim que o progresso está presente. E nesta dicotomia se desenvolve a política, necessária é verdade, e a injustiça, desnecessária também é verdade. Não necessitamos de nada disso, apenas de evolução espiritual e de olhos ao Céu com os pés assentes na Terra. Sejamos corajosos e façamos como Jesus no monte que alimentou um rol de gente, milagre? Ou como um ato de amor se alastrou por todos os presentes levando-os a repartirem o que tinham com os outros que nada tinham. Milagre sim, mas de boa vontade, de espírito de partilha, de amor ao próximo, eis o que Jesus conseguiu com o seu ato de abençoar o pão e o peixe e dá-lo a quem estava a seu lado.

 

Reino de Mil anos, antiga lenda e em cada lenda há um fundo de verdade, promessa de altos páramos para os desvalidos que anseiam por uma mudança salutar desta sociedade bolorenta, como as anteriores, que também caíram. Todas as estruturas humanas colapsaram no tempo, impérios cresceram, impérios caíram, e o homem repete as ações da história, uma e outra vez. É antiga a promessa deste reino e a história se encarregou de ser lembrado de quando em vez… eis que no tempo presente volta a ser lembrado, tempos de aflição que são vividos, espectro de crise latente que mina a estrutura dos homens ameaçando a derrocada. O livro da Bíblia, Apocalipse de João, fala dele em profusão, o regime nazi usou-o em sonho delirante e o Quinto Império está no ideário de muitos… Verdade ou mito? A dissertação o Reino de Mil Anos da Mensagem do Graal – Na Luz da Verdade, pág. 212), dá-nos uma visão factual e de modo claro sobre este tão falado e ansiado reino.

Faça-se luz onde as trevas imperam e o caminho será percorrido em segurança.

 

Alma Lusa