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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

Ecologia vs Sustentabilidade

Ecologia e sustentabilidade, palavras recentemente adicionadas à nossa verbosidade e que traduzem o apego do homem à natureza perdido na neblina do tempo. Utilizamos os recursos naturais de modo leviano e descuidado, como se de uma fonte inesgotável se tratasse. Não é assim. Os recursos são finitos. Convém esperar do ser humano uma “ponte” de respeito pela natureza, da qual fazemos parte pela nossa constituição, e usufruirmos dos seus recursos para nosso benefício de modo regrado.

A ecologia é defendida por duas vias de atuação:

Uma dedicada à natureza na sua simplicidade e beleza e quer mantê-la tal qual uma adoração enraizada em rituais ancestrais e enquadrar no meio o homem como parte integrante. O progresso tecnológico é, por natureza, um entrave e invasor deste pensamento e desta postura de vida.

Outra dedicada à evolução da sociedade humana por meios tecnológicos e ao uso intensivo das matérias-primas, recursos explorados até à exaustão para alimentar uma máquina produtiva e degradativa do meio ambiente. A necessidade natural do enquadramento do ser humano na natureza é substituída por imagens relaxantes e música suave nos ecrãs dos televisores e por outros meios artificiais.

 

Pragmaticamente o ser humano procura uma via de consolidação destas duas vias. Não abandonar a natureza, integrar-se nela, não abandonar o progresso tecnológico mas moderá-lo na sua atuação e desenvolvimento numa acção consertada.

Procura de meios alternativos de produção tecnológica sustentável sem prejuízo do meio ambiente e do modo de vida do ser humano em sociedade. Quer se trate de uma ou outra convém estabelecer sempre uma “ponte” de equilíbrio: Na verdade, as nossas sociedades de evolução materialista, capitalista e financeira, ditas liberais, com o seu séquito de profissionais alinhados de visão fria e calculista em que os números substituem os seres humanos, não permitem devaneios de beleza e espiritualidade mas, tão-somente o lucro e o crescimento exponencial das suas empresas em detrimento do bem-estar do homem. É uma rutura com a ligação do ser humano à sua origem e o crescente enquadramento na evolução tecnológica cada vez mais endeusada.

O homem olha para dentro de si e repudia o seu envolvimento natural, desumaniza-se! O homem deve despertar para a sua espiritualidade, o seu enquadramento natural no meio ambiente é o caminho, olhar a natureza como o seu lar e respeitá-lo, olhar para o próximo e partilhar. Esta sociedade seria, certamente, mais humana, mais evoluída e mais integrante. Poderemos então ser chamados infantes de Deus e ocupar o lugar na Pátria que nos é devido.

 

Alma Lusa