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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

A pobreza extrema e a boa vida!

 

Todos nós somos ameaçados por catástrofes naturais e, contudo, a maioria da população mundial vive num estado de pobreza extrema…
Nesse sentido, existe uma contradição. Os países pobres necessitam de um crescimento económico mais rápido para poderem sobreviver. No entanto, um aumento do seu padrão de vida destrói o meio ambiente. Sem desenvolvimento económico, a sobrevivência de uma grande parte da humanidade encontra-se ameaçada. Damos connosco num dilema, pois a humanidade não pode regredir aos padrões da tecnologia do século XIX. Devemos fechar todas as fábricas e voltar a ser auto-suficientes? Claro que uma coisa destas é impossível.
Já durante os anos sessenta, tive longas discussões com um indiano que propôs que os indivíduos deviam possuir uma pequena porção de terra e retirar dai o seu sustento, sendo abolidas todas as grandes quintas. Ele era um verdadeiro ecologista, embora não o soubesse, pois o termo ainda não chegara à Índia.
Ao considerarmos todas estas questões, concluímos que elas não têm a ver apenas connosco, mas também com as gerações futuras. A população está a aumentar e os recursos naturais são cada vez mais escassos. Tome-se o exemplo das árvores: mesmo nos dias de hoje, não sabemos quais os efeitos que a devastação das florestas terá no clima, no solo e na ecologia mundial. Estes problemas irão esmagar-nos, se as pessoas não deixarem de se concentrar apenas no seu próprio bem.
Se a geração do presente não conseguir pensar a uma escala global, deixaremos para trás problemas insolúveis para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos.
Dalai Lama
Excerto do livro “Caminho de Sabedoria, Caminho de Paz” de Felizitas von Schonborn, editado por Sinais de Fogo, Publicações, Lda.