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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

Cimeira de Copenhaga

 

Os senhores do mundo reuniram-se em assembleia na cidade nórdica de Copenhaga, a fim de discutirem sobre o clima, a camada de ozono, o aquecimento global e outras coisas semelhantes, que tanto do agrado são dos ecologistas e preocupação do cidadão comum. O Planeta está em risco, é uma certeza a que ninguém se furta, nem os descrentes que alimentados pela ganância nada vêem, a não ser o crescimento da sua riqueza.
Tinham por meta diminuir a emissão de gases poluentes que são lançados na atmosfera do Planeta, que é nosso e não temos mais nenhum. Verificou-se o que já se esperava, o poder das potências mais fortes, economicamente falando, e a ascensão de mais potências, que tal como as desenvolvidas e poluidoras, têm o direito a desenvolver-se para bem das suas populações.
Nenhuma nação, nenhum povo tem, porém, o direito de poluir e sujar este maravilhoso planeta, que é a nossa casa no Cosmos e propriedade do Criador, onde somos hóspedes com direito de usufruto, regrado e não selvático.
Os senhores do mundo chegaram a um acordo não vinculativo, termo oportuno para quem nada fez, com a anuência da União Europeia e o olhar expectante dos restantes países, bem como o beneplácito das Nações Unidas, a diplomacia no seu melhor. Acordo esse feito às pressas, porque alguma coisa tinha que sair da assembleia. Os interesses económicos falaram mais alto, é ensurdecedor o seu grito, mais alto do que o grito dos que lutam e preocupam-se com o Planeta, mais alto do que o grito de angústia dos desvalidos que são apanhados na fúria dos elementos, mais alto dos que sofrem na carne as consequências desses desvarios para que os senhores do mundo continuem a engordar as suas contas bancárias, estrategicamente espalhadas pela banca do mundo.
São os mordomos do universo todo, senhores à força, mandadores sem lei, eles comem tudo e não deixam nada.
Quantos pobres terão que perecer ainda para que vós, ó poderosos, possais enriquecer mais?
Vergonha sobre vós, ó poderosos deste mundo!
Alma lusa