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AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

AQUÁRIUSUL

Sou daqui deste povo que cheira a mar e sabe a fado

Sê livre!

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 “A liberdade individual acaba quando prejudica a liberdade e o bem-estar do próximo”

No século XX, a humanidade evoluiu no desenvolvimento técnico, na ciência, na medicina, nas artes, no bem-estar… é um resultado significativo do empenho e perseverança do homem na procura do seu lugar no cosmos, do seu modo de vida e enquadramento na natureza, rodeado de beleza e conforto, no desenvolvimento da cultura e identidade de cada povo e progresso.

Este século trouxe à humanidade uma estrondosa e rápida evolução em todas as áreas do conhecimento, humanista e cientifíco, podemos afirmar, sem redundância, que a nossa capacidade intelectual atingiu o pico mais alto na escala da História da humanidade [conhecida].

As artes, o saber e o conhecimento são bem o resultado da capacidade cognitiva do intelecto. Muito promissoramente nos apelidamos de intelectuais. Magnifico! O homem moderno, tecnológico, senhor das comunicações e da mobilidade, do conhecimento, senhor do planeta e candidato ao espaço. Os meios urbanos crescem, a economia, a nossa longevidade, tudo cresce, e o cosmos à nossa frente…!

 

“O limite do saber da humanidade em relação a toda a Criação é sem dúvida pequeno, porém, em comparação ao saber atual, duma grandeza que nem podeis imaginar e que se aproxima do milagroso.” *

 

Comparando o nível e a qualidade de vida, dos últimos dois milénios até ao tempo atual, que abismo foi ultrapassado; o homem, esse enigma, uma marca de sucesso!

No entanto, apesar desta evolução e marca de sucesso, nem tudo vai bem no reino da Dinamarca!

 

O século XX também trouxe muito sofrimento, duas guerras mundiais registaram na memória da História o seu legado de horrores que carregam, as muitas guerras e atentados à vida e dignidade humana, por motivos políticos e religiosos, que se transportaram para o século presente, bem como a incerteza e a dúvida quanto ao futuro próximo. A fome não foi erradicada, nem a miséria, desconforto para os que tudo têm; o fosso de desenvolvimento económico entre os povos, fruto da insensibilidade dos poderosos e da impotência dos desvalidos, leva a sistemas político-económicos globais, em que os grandes grupos financeiros dominam, espalhando os tentáculos por entre os povos, permissivamente, destruindo a esperança e a dignidade do seu próximo e colhendo o lucro da sua ignomínia.

 

As assimetrias entre os povos ditos desenvolvidos e civilizados e os subdesenvolvidos, pobres e iletrados, são gritantes. O desequilíbrio é pujante. Os atentados ao meio ambiente e à dignidade humana são de tal modo graves, que só não vê quem não quer e só não toma consciência quem olha para o lado e se alheia. A esperança média de vida aumentou, à custa de fármacos que sustentam as maleitas que nos atormentam e enriquecem outros tantos, a pesquisa pela cura [digna e necessária] está de mãos dadas com a especulação [absolutamente desnecessária]; tornámo-nos seres artificiais? Para lá é o caminho… E tudo isto é fruto da participação do ser humano, rico ou pobre, culto ou não, religioso ou ateu, politico ou simplesmente opinativo!

 

Lei do equilíbrio: Tem que haver uma harmonia, equilíbrio entre o desenvolvimento espiritual e material. *

 

No passado, o homem olhava para o céu à procura da ligação com o Criador, a sua origem e a do cosmos, hoje, o homem olha para o espaço infindo à procura de novos lugares para habitar, ciente do porvir. O maravilhoso planeta azul está a ficar esgotado e ele, homo sapiens, tem consciência que ao ritmo de consumo das matérias-primas, em determinado período de tempo, o seu modo de vida vai ser afetado ou terminar [coisa que já nos afeta no equilíbrio ambiental] e não abranda.

 

A sua espiritualidade está enfraquecida, motivada por um cultivo exagerado do materialismo que não permite a ligação ao eu cósmico. E ele ora ou procura! O homem vive acorrentado ao espaço e ao tempo, à matéria, e a hora chegará, como em todos os processos naturais, à decomposição pela maturidade e a regeneração para um novo ciclo, qual Fénix renascida. E ele baixa o olhar em atitude beata, ou em desvario de impotência!

Não queira o homem estar presente na matéria quando esse tempo chegar! Encontremos o caminho para o espiritual e aprendamos o equilíbrio com a natureza. Sejamos livres!

Procuremos o Criador na Sua obra, nas Suas leis, essas leis que regem os Universos e sobre as quais estamos sujeitos, porque dela fazemos parte integrante, como muito bem a ciência nos educa com o seu conhecimento.

 

“E o ser humano não pode abranger com a vista o todo, jamais poderá, porque lhe falta a faculdade para isso, visto que também ele somente é uma parte, aliás mínima, da Criação, que não pode ultrapassar seus próprios limites, naturalmente nem mesmo na compreensão.” *

Possamos gritar agora, somos livres!

 

Alma Lusa

 

* Capítulo, O Circular das irradiações da obra “Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal”, volume III